O Metabolismo da Testosterona e a Calvície

A testosterona pode ser transformada em diversas outras substâncias. Sob ação da enzima 5-alfa-redutase, é convertida em di-hidro-testosterona (DHT). O DHT é dez vezes mais potente que a testosterona.
O DHT age sobre a genitália do feto formando pênis e saco escrotal, além de ser responsável pelo crescimento e evolução da genitália do adolescente. Na próstata, o DHT induz o crescimento deste órgão e produção de esperma. Na pele, o DHT induz a produção de sebo, acne e pode provocar calvície. A finasterida, popular remédio para calvície e útil em doenças prostáticas, tem como única ação inibir a produção de DHT.

5-alfa-redutase

Por mais paradoxal que pareça, o organismo converte testosterona em estradiol, o principal hormônio feminino. A responsável por esta etapa é a enzima aromatase, presente no fígado e no tecido gorduroso.

A administração de testosterona pura (exemplo: durateston) ou andrógenos que podem sofrer aromatização leva, portanto, ao risco de aumentar também a concentração de estradiol. Estradiol em quantidades elevadas pode provocar proliferação das mamas (ginecomastia). Alguns indivíduos, como os obesos, podem estar sob maior risco deste efeito colateral (já que possuem mais gordura e, portanto, mais aromatase no organismo).
Portanto, o ideal é usar a suplementação adequada com vitaminas que induzem a produção natural de testosterona, e não tomar o hormônio diretamente.

COMO AGEM OS HORMONIOS MASCULINOS

Testosterona, DHT ou análogos de testosterona (estanozolol, oxandrolona, nandrolona etc) agem sobre o MESMO receptor: receptor androgênico (AR).

O AR está presente em inúmeros tecidos. Nas primeiras semanas de gestação, a genitália externa de todos os bebês é feminina, e depende da ação da DHT sobre o AR para que, nos homens, formem-se saco escrotal e pênis.

Quando estimulado na adolescência, o AR induz aumento de massa muscular, ganho de força, aumento de libido, redução da gordura subcutânea, aumento de glóbulos vermelhos no sangue, queda do HDL (bom colesterol), modificação da voz, alterações psicológicas (noção espacial, agressividade) aumento do clitóris, aumento de pêlos em determinadas áreas (barbas, coxas, abdome, tórax, braços) e calvície em outras (as famosas “entradas”).

As evidencias atuais sugerem que, na indução de aumento da massa magra, a testosterona (ou derivados) não apenas estimulam o AR, mas também (talvez até mais importante) inibem a ação dos corticóides sobre o seu receptor.

QUANDO FALTA HORMONIO MASCULINO

Antes do nascimento

A falta de testosterona, a dificuldade na conversão em DHT ou mutações no AR podem provocar ginecomastia, genitália ambígua (características masculinas e femininas) ou, em grau extremo, levar a um corpo externamente feminino (com vulva normal e mamas, mas sem útero).

 Antes da puberdade

A testosterona é necessária para o surgimento das características sexuais secundárias no homem. Sem testosterona (ou com níveis abaixo do normal), ficam comprometidos o surgimento de pêlos pubianos, o crescimento e modificação do pênis, aparecimento de acne e oleosidade da pele, aumento de massa muscular e mudança na voz (mais grave). O ganho de estatura não depende da testosterona; na realidade, indivíduos com GH (hormônio do crescimento) normal e deficiência de hormônios masculinos tendem a ser mais altos, com proporções eunucóides (braços e pernas compridas em relação ao tronco).

Idade adulta

A redução da testosterona no adulto provoca rarefação de pêlos (calvície), redução da libido, anemia, perda de massa muscular, fraqueza, disfunção erétil. Pode levar à ginecomastia.

 

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